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Adicional de periculosidade x Frias

Fonte: CNV e Sindicato dos Vigilantes de Barueri 12/07/2018 às 09h12m50s Matéria acessada: 1015 vezes

Apesar de muitas empresas se negarem a cumprir a Conveno Coletiva, um direito do profissional de vigilncia receber 30% do adicional de periculosidade juntamente com o pagamento das frias. o que alerta o diretor do Sindicato dos Vigilantes de Barueri Nailton Santos Motinho.

O adicional de periculosidade uma conquista da categoria obtida por meio de muita luta e suor de sindicatos e trabalhadores, assim como o direito s frias. Embora algumas empresas neguem o pagamento alegando que quando os vigilantes esto de frias eles no correm riscos, o direito permanece independentemente de onde o trabalhador esteja, diz Nailton. um direito conquistado e as empresas precisam pagar, continua.

De acordo com o departamento jurdico do Sindicato dos Vigilantes de Barueri, o adicional de periculosidade incide, alm das frias, sobre todas as verbas que o vigilante recebe, como dcimo-terceiro salrio, hora extra, adicional noturno, entre outros, e tem reflexo no recolhimento do FGTS e do INSS. Se os adicionais no estiverem sendo pagos tambm nas frias o vigilante deve buscar orientao sobre seus direitos no sindicato,
diz o advogado trabalhista Fbio Gonalves, da Crivelli Advogados Associados

Adicional de periculosidade: Uma conquista dos sindicatos e dos trabalhadores.

A lei que concede adicional de periculosidade para vigilantes foi regulamentada e entrou em vigor em 2013, concedendo categoria o direito de receber at 30% a mais no salrio por conta dos riscos que corre.

Esse beneficio nasceu do empenho da Confederao Nacional dos Trabalhadores de Vigilncia (CNTV), de sindicatos e outros entes ligados aos vigilantes e so foi possvel porque houve unio de todos. Antes da lei, os sindicatos j haviam conquistados uma espcie de adicional de risco com as Convenes Coletivas, mas o percentual variava muito. Em alguns
estados pagava-se somente 9% de adicional. J em outros, no passava de 3%.

poca da sano da lei, o Sindicato das Empresas de Segurana Privada do Estado de So Paulo (Sesvesp), chegou a dizer que o pagamento de adicional de periculosidade aos vigilantes causaria um desastre no setor.


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