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24/11/2014 às 09h49m31s

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Piauí foi o estado que menos gastou com segurança pública


Investimento em 2013 reduziu 61,72% e foi de apenas R$ 29,67 por habitante.

O Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgou nesta segunda-feira (10) o primeiro levantamento dos gastos de cada Estado nesta área, considerando os investimentos no ano de 2013. O Piauí se destacou como o que menos destinou recursos para a segurança pública.
O Estado destinou R$ 94,5 milhões, ou seja, investiu apenas R$ 29,67 por habitante, tornando-se a menor unidade da federação em investimento per capita. Segundo o anuário, houve redução de 61,72% nos investimentos que foram realizados em 2012.

Segundo o secretário de Segurança Pública do Estado, Luís Carlos Martins, o números mais corretos são da Secretaria Nacional de Segurança Pública, que é um órgão do Ministério da Justiça. “Eu não posso me reportar a esses dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública porque eles não são oficiais”, justificou o secretário.

Outros cinco estados também diminuíram os investimentos com a segurança pública: Ceará, Bahia, Sergipe, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte. Por outro lado, o estado que mais investiu no setor foi o Acre, com R$ 486 por habitante. São Paulo gastou apenas R$ 212 per capita. Rondônia foi o segundo em despesa per capita, com R$ 476; e o Rio, o terceiro, com R$ 429.

O Amapá e Roraima aceleraram os investimentos ainda mais do que o Rio, porém ainda estão em um patamar inferior de gasto. Com crescimento de 35,01%, o Amapá atingiu R$ 52,2 milhões, mas o valor per capita é de R$ 70, o segundo pior do país. E Roraima teve um aumento de 25,27% no investimento, colocando R$ 183,1 milhões na área e atingindo R$ 373 por habitante.

Dados nacionais

O Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que será lançado na próxima terça-feira, mostrará que a violência custa para o Brasil o equivalente a 5,4% do Produto Interno Produto (PIB). No ano de 2013, o montante atingiu R$ 258 bilhões. A maior parte deste valor, R$ 114 bilhões, é resultado justamente da perda de capital humano.

Entram na conta também os custos de R$ 39 milhões com contratação de serviços de segurança privada, R$ 36 bilhões com seguros contra roubos e furtos e R$ 3 bilhões com o sistema público de saúde.

A soma destas despesas, que chegou a R$ 192 bilhões em 2013, ou 3,97% do PIB, é classificada no estudo como “custo social da violência”. O valor pode ser ainda maior, porque os gastos com pessoas que ficam inválidas em razão da violência, por exemplo, não entraram no cálculo.

Por: Nayara Felizardo, com informações do O Globo


    Fonte: portalodia.com